Moçambique
O Índice de Confiança da Comunidade avalia a confiança na Cruz Vermelha de Moçambique (CVM), com foco no alerta precoce e ação antecipatória. Explora as percepções da comunidade, os principais factores de confiança e o envolvimento com os sistemas de aviso prévio. Os resultados abaixo destacam os pontos fortes, as lacunas e as oportunidades para melhorar a preparação, a participação e a resiliência da comunidade.
O envolvimento nos alertas precoces gera confiança nas respostas
A abertura e a transparência fortalecem a confiança nos alertas precoces
A idade avançada e a baixa escolaridade prejudicam a confiança
A confiança difere pela exposição ao perigo.
Pontuação globalPontuação do índiceA pontuação geral é a média das pontuações de competências e valores. As pontuações de competências e valores são a média aritmética das pontuações de cada subdimensão. As pontuações das subdimensões são geradas a partir da média ponderada das taxas de resposta às questões relativas a cada subdimensão, utilizando as ponderações a seguir.
Aviso prévio
A Cruz Vermelha de Moçambique (CVM) realizou o inquérito em março de 2025, como parte das iniciativas Community Trust Index e Early Warning for All. A CVM distribuiu o questionário, que perguntava às pessoas o que pensavam sobre a confiança na comunidade e o desempenho do Sistema de Alerta Rápido. Tudo isto fez parte do projeto Building Trust. No total, foram questionadas 1.690 pessoas com mais de 18 anos dos dois distritos, fornecendo informações interessantes sobre como as pessoas confiam umas nas outras em locais de Moçambique frequentemente afetados por desastres.
Os resultados indicam um bom nível de confiança no Sistema de Alerta Precoce, com uma pontuação geral de 7,9 em 10. Entre os pilares avaliados, Alerta e Comunicação recebeu a pontuação mais alta (8,0), seguido de perto por Preparação e Resposta (7,8), refletindo uma forte confiança na capacidade do sistema de divulgar alertas e apoiar as comunidades na preparação e resposta a perigos.
Estes resultados indicam que o Sistema de Alerta Precoce é amplamente reconhecido como uma ferramenta importante para a redução de riscos de desastres e para ajudar as comunidades a antecipar e responder a perigos. Ao mesmo tempo, as descobertas fornecem uma linha de base valiosa para monitorizar a confiança ao longo do tempo e identificar oportunidades para fortalecer ainda mais o envolvimento comunitário e a resiliência.
Descobertas
Os resultados indicam um elevado nível de confiança no Sistema de Alerta Prévio entre as comunidades em Buzi e Chigubo, com especial confiança nas capacidades de difusão de alertas, comunicação e preparação. Os inquiridos classificaram a eficácia, a capacidade de resposta, a consciencialização e a inclusividade de forma elevada, sugerindo que o sistema é amplamente percebido como ajudando as comunidades a antecipar e a responder a desastres.
Simultaneamente, o feedback e a transparência receberam classificações comparativamente mais baixas em ambos os pilares, destacando oportunidades para reforçar a comunicação bidirecional e a participação comunitária. As conclusões também demonstram que a confiança está fortemente ligada à consciencialização e ao envolvimento: os inquiridos familiarizados com equipamento de Sistemas de Alerta Precoce, cientes das atividades do CLGRR ou que interagiram com o programa relataram níveis de confiança substancialmente mais elevados do que aqueles sem envolvimento prévio. O nível de escolaridade e a exposição a diferentes perigos também influenciaram as perceções, com menor confiança observada entre os inquiridos que identificaram a seca como o seu principal perigo.
O envolvimento nos alertas precoces gera confiança nas respostas
A abertura e a transparência fortalecem a confiança nos alertas precoces
A idade avançada e a baixa escolaridade prejudicam a confiança
A confiança difere pela exposição ao perigo.
Contato
Chumbo
Cruz Vermelha de Moçambique
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População
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- Homens
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Os gráficos estarão disponíveis para exportar após o carregamento dos dados.
A amostra mostra alguns desvios da estrutura da população nos distritos, com o Buzi sub-representado e o Chigubo sobre-representado em comparação com os números oficiais. Também se observam diferenças na distribuição por idade e género. Embora os grupos etários mais jovens sejam globalmente consistentes com a população, há uma ligeira sobre-representação dos inquiridos mais velhos, particularmente entre os homens com mais de 60 anos e as mulheres com 40 anos ou mais.
Estes desequilíbrios podem afetar a representatividade dos resultados e serão tidos em conta durante a análise, sendo aplicados ajustamentos sempre que necessário. Apesar destas limitações, o perfil educativo da amostra está muito próximo dos dados da população.
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